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Guia prático para gestão energética em redes com múltiplas unidades

Gerenciar o consumo de energia de uma única unidade já exige atenção. Em uma rede com dezenas ou centenas de pontos, o desafio se torna muito maior.

Cada loja pode apresentar diferenças de estrutura, equipamentos, clima, horário, operação e manutenção. Sem uma visão centralizada, pequenos desperdícios se multiplicam e podem representar um custo relevante para toda a empresa.

Uma gestão energética eficiente permite identificar essas diferenças, estabelecer padrões e agir de forma direcionada.

Neste guia, você verá como estruturar esse processo na prática.


O que é gestão energética em redes?

Gestão energética é o conjunto de processos usados para medir, analisar, controlar e melhorar o uso da energia.

Em uma operação multisite, isso significa acompanhar cada unidade individualmente e, ao mesmo tempo, consolidar os dados para obter uma visão geral da rede.

O objetivo não é apenas reduzir a conta de energia. Uma boa gestão também contribui para:

  • aumentar a previsibilidade dos custos;

  • identificar falhas em equipamentos;

  • melhorar o conforto térmico;

  • orientar a manutenção;

  • criar padrões operacionais;

  • validar projetos de eficiência;

  • apoiar metas ambientais e de ESG.


Passo 1: organize o histórico de consumo

O primeiro passo é reunir as contas de energia de todas as unidades.

O ideal é analisar pelo menos 12 meses para considerar variações sazonais. Em operações sensíveis ao clima, períodos maiores podem oferecer uma visão ainda mais confiável.

Registre informações como:

  • consumo em kWh;

  • valor total da conta;

  • demanda medida e contratada;

  • multas e cobranças adicionais;

  • bandeiras tarifárias;

  • horário de funcionamento;

  • tamanho da unidade;

  • número e tipo de equipamentos.

Esses dados formam a base para as primeiras comparações.


Passo 2: crie indicadores comparáveis

Comparar apenas o valor total das contas pode gerar conclusões erradas. Uma loja maior ou com horário ampliado naturalmente tende a consumir mais.

Por isso, é importante criar indicadores normalizados, como:

  • kWh por metro quadrado;

  • kWh por hora de funcionamento;

  • custo de energia por unidade;

  • consumo por equipamento;

  • consumo fora do horário;

  • custo de energia como percentual do faturamento;

  • consumo por grau de temperatura externa, quando aplicável.

Esses indicadores ajudam a identificar quais unidades estão fora do padrão esperado.


Passo 3: classifique as unidades por desempenho

Com os indicadores definidos, organize as lojas em grupos.

Uma classificação simples pode separar as unidades em:

  • desempenho adequado;

  • atenção;

  • desempenho crítico.

O objetivo não é apenas criar um ranking. A classificação deve ajudar a priorizar investigações e ações.

Uma unidade com consumo elevado pode ter uma justificativa operacional. Outra, aparentemente normal, pode esconder desperdícios durante a madrugada ou nos fins de semana.

Por isso, os dados mensais devem ser complementados por monitoramento mais detalhado.


Passo 4: monitore o consumo em tempo real

A conta de energia mostra o resultado do mês, mas não revela tudo o que aconteceu durante a operação.

O monitoramento contínuo permite acompanhar o comportamento do consumo ao longo do dia e identificar situações como:

  • equipamentos ligados antes da abertura;

  • cargas funcionando após o fechamento;

  • picos fora do padrão;

  • consumo elevado durante a madrugada;

  • aumento repentino de corrente;

  • climatização operando sem atingir a temperatura esperada.

Para redes, o ideal é utilizar uma plataforma capaz de reunir informações de todas as unidades em um único ambiente.


Passo 5: dê atenção especial à climatização

Em redes de varejo, alimentação, saúde e serviços, a climatização pode representar uma parte significativa do consumo.

Por isso, a gestão energética deve acompanhar não apenas a energia utilizada, mas também os dados operacionais dos equipamentos.

Entre os indicadores importantes estão:

  • temperatura ambiente;

  • corrente elétrica;

  • tempo de funcionamento;

  • horário de acionamento;

  • disponibilidade dos aparelhos;

  • diferença entre temperatura programada e temperatura atingida.

O cruzamento dessas informações ajuda a diferenciar uma operação normal de um equipamento com baixo desempenho.


Passo 6: configure alertas automáticos

Em uma rede grande, não é viável analisar manualmente todos os dados o tempo todo.

Alertas automáticos permitem que a equipe seja informada quando uma condição fora do padrão acontece.

Alguns exemplos:

  • consumo acima do limite;

  • equipamento ligado fora do horário;

  • temperatura acima ou abaixo da faixa definida;

  • aumento anormal de corrente;

  • unidade sem comunicação;

  • possível indisponibilidade de equipamento.

Os alertas devem ser objetivos, priorizados e acompanhados por um processo claro de tratamento.


Passo 7: integre energia, operação e manutenção

A gestão energética não deve ficar isolada em um único departamento.

Os melhores resultados aparecem quando os dados são compartilhados entre áreas como:

  • operações;

  • manutenção;

  • engenharia;

  • financeiro;

  • sustentabilidade;

  • expansão;

  • gestão de fornecedores.

Quando uma anomalia é identificada, a empresa precisa saber quem deve agir, em quanto tempo e como o resultado será verificado.

Os dados também podem ser utilizados para auditar o serviço de empresas terceirizadas e confirmar se uma manutenção solucionou o problema.


Passo 8: comece com um projeto-piloto

Não é necessário implantar o processo em toda a rede de uma só vez.

Selecione um grupo de unidades que represente diferentes perfis da operação. O piloto pode incluir, por exemplo:

  • uma unidade de alto consumo;

  • uma unidade com desempenho médio;

  • uma unidade considerada eficiente;

  • lojas de regiões climáticas diferentes;

  • unidades com equipamentos de idades distintas.

Durante o projeto, estabeleça uma linha de base e defina como a economia será calculada.

Após o período de medição, avalie:

  • redução de consumo;

  • redução de custos;

  • falhas identificadas;

  • tempo de resposta;

  • impacto na manutenção;

  • retorno financeiro;

  • possibilidade de expansão.


Passo 9: transforme os resultados em rotina

Gestão energética não é uma ação isolada. É um processo contínuo de melhoria.

Crie uma rotina com:

  • relatório semanal de alertas;

  • análise mensal de desempenho;

  • ranking de unidades;

  • plano de ação para lojas críticas;

  • acompanhamento das economias;

  • revisão periódica das metas;

  • treinamento das equipes.

Quanto mais integrado o processo estiver à operação, maior será a capacidade de manter a economia ao longo do tempo.


Da conta mensal ao controle operacional

Uma rede que acompanha apenas o valor das contas reage ao que já aconteceu. Uma rede que monitora o consumo em tempo real consegue prevenir desperdícios e agir rapidamente.

Com dados confiáveis, indicadores padronizados e uma visão centralizada, a energia deixa de ser um custo pouco controlável e passa a fazer parte da gestão operacional.

A E3 Brasil oferece soluções de monitoramento, análise e eficiência energética desenvolvidas para operações com uma ou múltiplas unidades.

Fale com a E3 Brasil e descubra como iniciar um projeto-piloto de gestão energética na sua rede.

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