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Como redes de varejo aumentam sua margem com eficiência energética

Aumentar a margem no varejo normalmente exige uma combinação de crescimento das vendas, melhoria do mix de produtos, negociação com fornecedores e controle rigoroso das despesas.

Entretanto, existe uma oportunidade que muitas redes ainda não exploram de forma estruturada: a eficiência energética.

Energia é um custo recorrente. Ela está presente todos os dias na iluminação, climatização, refrigeração, equipamentos, comunicação visual e sistemas de apoio.

Quando uma redução é alcançada sem prejudicar a operação, o valor economizado tem impacto direto no resultado da empresa.


Por que economizar energia ajuda a aumentar a margem?

A receita adicional gerada por uma venda não se transforma integralmente em lucro. Parte dela é consumida por impostos, custo da mercadoria, comissões e outras despesas.

Já a redução de um custo operacional recorrente pode contribuir diretamente para a melhoria do resultado.

Isso significa que uma economia energética consistente em dezenas ou centenas de unidades pode gerar um impacto expressivo na margem da rede.

Além disso, os resultados tendem a se repetir mês após mês, desde que a gestão e o controle sejam mantidos.


Onde estão os principais desperdícios?

Os desperdícios nem sempre são provocados por um único equipamento antigo. Frequentemente, eles estão relacionados à forma como a unidade é operada.

Entre os problemas mais comuns estão:

  • climatização ligada fora do horário;

  • temperaturas configuradas abaixo do necessário;

  • equipamentos trabalhando continuamente;

  • falhas que aumentam o consumo;

  • iluminação externa acionada em horários inadequados;

  • diferenças operacionais entre lojas;

  • ausência de controle centralizado;

  • demanda contratada incompatível;

  • multas ou cobranças evitáveis;

  • instalações elétricas mal dimensionadas.

Isoladamente, cada ocorrência pode parecer pequena. Multiplicada por toda a rede e por vários meses, ela pode representar uma despesa relevante.


Climatização: conforto e consumo precisam caminhar juntos

Reduzir o consumo não significa comprometer a experiência do cliente ou o conforto da equipe.

O objetivo da eficiência energética é entregar o mesmo resultado operacional utilizando menos recursos.

Na climatização, isso exige acompanhar simultaneamente o consumo e a temperatura.

Somente o dado de energia não informa se a loja estava confortável. Somente a temperatura não mostra quanto foi gasto para manter aquela condição.

Ao cruzar as duas informações, a empresa consegue avaliar:

  • se o equipamento está operando de forma eficiente;

  • se a temperatura programada é adequada;

  • se o tempo de funcionamento está dentro do esperado;

  • se existe perda de capacidade;

  • se uma manutenção produziu o resultado desejado.


Compare unidades para encontrar oportunidades

Redes varejistas possuem uma vantagem importante: a possibilidade de comparar lojas com características semelhantes.

Uma unidade eficiente pode servir como referência para outra com desempenho inferior.

Essa comparação deve considerar fatores como:

  • área da loja;

  • horário de funcionamento;

  • localização e clima;

  • quantidade de equipamentos;

  • fluxo de clientes;

  • idade da instalação;

  • perfil de consumo.

A partir daí, a empresa pode identificar unidades prioritárias e investigar as causas das diferenças.


Use dados para melhorar a manutenção

Falhas em equipamentos podem aumentar simultaneamente o consumo energético, o risco operacional e o custo de manutenção.

Quando a empresa monitora corrente, temperatura, tempo de funcionamento e disponibilidade, torna-se possível identificar comportamentos anormais antes de uma parada completa.

Isso ajuda a equipe a:

  • planejar intervenções;

  • verificar a urgência de cada chamado;

  • reduzir manutenções desnecessárias;

  • acompanhar prestadores terceirizados;

  • confirmar se o reparo resolveu o problema;

  • ampliar a vida útil dos equipamentos.

A economia, portanto, não aparece somente na conta de energia. Ela também pode ser percebida na manutenção e na continuidade da operação.


Padronize a operação das lojas

Uma rede pode possuir equipamentos semelhantes e, ainda assim, registrar consumos muito diferentes por causa da maneira como cada unidade é operada.

A padronização pode incluir:

  • horário de acionamento da climatização;

  • faixa de temperatura;

  • rotina de fechamento;

  • uso da iluminação;

  • verificação de portas e acessos;

  • resposta a alertas;

  • abertura de chamados técnicos.

O monitoramento ajuda a verificar se esses padrões estão sendo seguidos e permite corrigir desvios rapidamente.


Evite grandes decisões sem medir os resultados

Trocar equipamentos em toda a rede sem medir a situação atual pode gerar investimentos mal direcionados.

Antes de realizar uma expansão, a empresa pode testar uma solução em um grupo de lojas e comparar o consumo antes e depois da implantação.

Um projeto-piloto bem estruturado deve possuir:

  1. linha de base;

  2. período de comparação;

  3. unidades de controle, quando possível;

  4. critérios claros de medição;

  5. acompanhamento das condições operacionais;

  6. validação financeira da economia.

Esse processo reduz riscos e permite que a expansão seja baseada em resultados reais.


Considere modelos sem investimento inicial elevado

A eficiência energética não precisa necessariamente competir com os investimentos destinados à expansão, tecnologia ou reforma de lojas.

Em modelos de eficiência como serviço, a solução pode ser implantada com baixo ou nenhum CAPEX, e a remuneração pode estar vinculada à economia obtida.

Essa abordagem permite iniciar o projeto, validar os ganhos e ampliar a implantação sem exigir uma grande imobilização de capital.


Eficiência energética também fortalece o ESG

Além do impacto financeiro, a redução do consumo contribui para as metas ambientais da empresa.

Com dados mensuráveis, a rede pode acompanhar:

  • energia economizada;

  • redução de desperdícios;

  • evolução do desempenho das unidades;

  • indicadores relacionados às emissões;

  • resultados de programas de sustentabilidade.

Isso transforma a eficiência energética em uma iniciativa com valor financeiro, operacional e ambiental.


Menos desperdício, mais resultado

Para aumentar a margem, redes de varejo não precisam olhar apenas para vendas e fornecedores. Também precisam entender como seus recursos estão sendo utilizados dentro de cada unidade.

A energia é um desses recursos.

Com monitoramento, análise e padronização operacional, a empresa pode reduzir desperdícios sem comprometer o conforto, a experiência do cliente ou o funcionamento das lojas.

A E3 Brasil ajuda redes varejistas a monitorar o consumo, identificar desvios e validar projetos de eficiência energética por meio de dados reais.

Solicite um diagnóstico energético e descubra o potencial de economia da sua rede.

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