Como redes de varejo aumentam sua margem com eficiência energética
- performance EACM360
- 21 de jul.
- 4 min de leitura
Aumentar a margem no varejo normalmente exige uma combinação de crescimento das vendas, melhoria do mix de produtos, negociação com fornecedores e controle rigoroso das despesas.
Entretanto, existe uma oportunidade que muitas redes ainda não exploram de forma estruturada: a eficiência energética.
Energia é um custo recorrente. Ela está presente todos os dias na iluminação, climatização, refrigeração, equipamentos, comunicação visual e sistemas de apoio.
Quando uma redução é alcançada sem prejudicar a operação, o valor economizado tem impacto direto no resultado da empresa.
Por que economizar energia ajuda a aumentar a margem?
A receita adicional gerada por uma venda não se transforma integralmente em lucro. Parte dela é consumida por impostos, custo da mercadoria, comissões e outras despesas.
Já a redução de um custo operacional recorrente pode contribuir diretamente para a melhoria do resultado.
Isso significa que uma economia energética consistente em dezenas ou centenas de unidades pode gerar um impacto expressivo na margem da rede.
Além disso, os resultados tendem a se repetir mês após mês, desde que a gestão e o controle sejam mantidos.
Onde estão os principais desperdícios?
Os desperdícios nem sempre são provocados por um único equipamento antigo. Frequentemente, eles estão relacionados à forma como a unidade é operada.
Entre os problemas mais comuns estão:
climatização ligada fora do horário;
temperaturas configuradas abaixo do necessário;
equipamentos trabalhando continuamente;
falhas que aumentam o consumo;
iluminação externa acionada em horários inadequados;
diferenças operacionais entre lojas;
ausência de controle centralizado;
demanda contratada incompatível;
multas ou cobranças evitáveis;
instalações elétricas mal dimensionadas.
Isoladamente, cada ocorrência pode parecer pequena. Multiplicada por toda a rede e por vários meses, ela pode representar uma despesa relevante.
Climatização: conforto e consumo precisam caminhar juntos
Reduzir o consumo não significa comprometer a experiência do cliente ou o conforto da equipe.
O objetivo da eficiência energética é entregar o mesmo resultado operacional utilizando menos recursos.
Na climatização, isso exige acompanhar simultaneamente o consumo e a temperatura.
Somente o dado de energia não informa se a loja estava confortável. Somente a temperatura não mostra quanto foi gasto para manter aquela condição.
Ao cruzar as duas informações, a empresa consegue avaliar:
se o equipamento está operando de forma eficiente;
se a temperatura programada é adequada;
se o tempo de funcionamento está dentro do esperado;
se existe perda de capacidade;
se uma manutenção produziu o resultado desejado.
Compare unidades para encontrar oportunidades
Redes varejistas possuem uma vantagem importante: a possibilidade de comparar lojas com características semelhantes.
Uma unidade eficiente pode servir como referência para outra com desempenho inferior.
Essa comparação deve considerar fatores como:
área da loja;
horário de funcionamento;
localização e clima;
quantidade de equipamentos;
fluxo de clientes;
idade da instalação;
perfil de consumo.
A partir daí, a empresa pode identificar unidades prioritárias e investigar as causas das diferenças.
Use dados para melhorar a manutenção
Falhas em equipamentos podem aumentar simultaneamente o consumo energético, o risco operacional e o custo de manutenção.
Quando a empresa monitora corrente, temperatura, tempo de funcionamento e disponibilidade, torna-se possível identificar comportamentos anormais antes de uma parada completa.
Isso ajuda a equipe a:
planejar intervenções;
verificar a urgência de cada chamado;
reduzir manutenções desnecessárias;
acompanhar prestadores terceirizados;
confirmar se o reparo resolveu o problema;
ampliar a vida útil dos equipamentos.
A economia, portanto, não aparece somente na conta de energia. Ela também pode ser percebida na manutenção e na continuidade da operação.
Padronize a operação das lojas
Uma rede pode possuir equipamentos semelhantes e, ainda assim, registrar consumos muito diferentes por causa da maneira como cada unidade é operada.
A padronização pode incluir:
horário de acionamento da climatização;
faixa de temperatura;
rotina de fechamento;
uso da iluminação;
verificação de portas e acessos;
resposta a alertas;
abertura de chamados técnicos.
O monitoramento ajuda a verificar se esses padrões estão sendo seguidos e permite corrigir desvios rapidamente.
Evite grandes decisões sem medir os resultados
Trocar equipamentos em toda a rede sem medir a situação atual pode gerar investimentos mal direcionados.
Antes de realizar uma expansão, a empresa pode testar uma solução em um grupo de lojas e comparar o consumo antes e depois da implantação.
Um projeto-piloto bem estruturado deve possuir:
linha de base;
período de comparação;
unidades de controle, quando possível;
critérios claros de medição;
acompanhamento das condições operacionais;
validação financeira da economia.
Esse processo reduz riscos e permite que a expansão seja baseada em resultados reais.
Considere modelos sem investimento inicial elevado
A eficiência energética não precisa necessariamente competir com os investimentos destinados à expansão, tecnologia ou reforma de lojas.
Em modelos de eficiência como serviço, a solução pode ser implantada com baixo ou nenhum CAPEX, e a remuneração pode estar vinculada à economia obtida.
Essa abordagem permite iniciar o projeto, validar os ganhos e ampliar a implantação sem exigir uma grande imobilização de capital.
Eficiência energética também fortalece o ESG
Além do impacto financeiro, a redução do consumo contribui para as metas ambientais da empresa.
Com dados mensuráveis, a rede pode acompanhar:
energia economizada;
redução de desperdícios;
evolução do desempenho das unidades;
indicadores relacionados às emissões;
resultados de programas de sustentabilidade.
Isso transforma a eficiência energética em uma iniciativa com valor financeiro, operacional e ambiental.
Menos desperdício, mais resultado
Para aumentar a margem, redes de varejo não precisam olhar apenas para vendas e fornecedores. Também precisam entender como seus recursos estão sendo utilizados dentro de cada unidade.
A energia é um desses recursos.
Com monitoramento, análise e padronização operacional, a empresa pode reduzir desperdícios sem comprometer o conforto, a experiência do cliente ou o funcionamento das lojas.
A E3 Brasil ajuda redes varejistas a monitorar o consumo, identificar desvios e validar projetos de eficiência energética por meio de dados reais.
Solicite um diagnóstico energético e descubra o potencial de economia da sua rede.



